“Lisboa-Mauritânia” é uma expedição humanitária que vai levar medicamentos, material escolar e calçado às populações do deserto, no norte da Mauritânia. A repórter do Sapo, Joana Alarcão, conta o dia-a-dia da expedição através de textos e fotos enviados por telemóvel.

De regresso à estrada

De regresso à estrada

Após várias conversas, diligências e apoios a equipa da Expedição Humanitária à Mauritânia regressa à estrada. Contamos até final de Agosto reunir material para as escolas e centros de saúde. Todo o apoio será bem – vindo. Contacte-nos através do e-mail apoiarmauritania@sapo.pt


Tudo a postos para a saida

Depois de vàrios meses a recolher apoios a equipa da expedição humanitària que vai ligar Portugal à Mauritania està preparada para seguir viagem. A ideia nasceu logo apos o cancelamento do Lisboa Dakar. As cheias de 2007 reforçaram a necessidade de apoiar as populações do norte da Mauritania. Assim nasceu o projecto que promete nos proximos 15 dias levar medicamentos, material escolar e calçado às populações do deserto.


Sem espaço

Sem espaço

O camião não dá para mais. Nos últimos dias surgiram mais e novos donativos. Reunida a equipa e com o rumo traçado estamos em contagem decrescente para a partida.


Reportagem SAPO

Reportagem SAPO

Para saber como tudo começou o SAPO Notícias entrevistou o Francisco Alves e o Rodrigo Rato. Com o apoio de várias empresas nacionais e internacionais e muita carolice a expedição vai começar e promete levar até à Mauritânia um pouco do espírito de Natal.


A Partida

A Partida

São 07h, enquanto o dia nasce está tudo a postos para a partida. Junto ao padrão dos descobrimentos com muitas malas e bagagens a equipa mal pode esperar para se fazer à estrada.


ONG apadrinha o projecto

ONG apadrinha o projecto

É com grande entusiasmo que Laura Pereira fala da Mauritânia, um país que conheceu quando participou no Lisboa - Dakar. Pertence ao grupo que, um dia depois do cancelamento da edição de 2008, começou a planear uma forma de ajudar as populações daquele país. Com esse objectivo conseguiu angariar material médico e medicamentos aos milhares e todos devidamente preparados para aguentar as altas temperaturas do deserto. Com a sua ONG Apoiar vestiu a camisola na defesa e apoio não só desta expedição, mas também em projectos de cooperação para o desenvolvimento, em Angola e Moçambique. Apesar de ficar em terra, a madrinha deste projecto esteve presente na hora da partida para desejar uma boa viagem.


Um tubo a fazer barulho

Um tubo a fazer barulho

Ainda em solo nacional o camião começa a dar sinais de vida. Depois de devidamente inspecionado afinal não era nada. Apenas um pretexto para parar.


Chegámos a Tanger

Chegámos a Tanger

Com um mar chão seguimos no ferry que liga Tarifa a Tânger. A saída de Espanha foi muito rápida, mal deu para ver a fortaleza do século XIII que em tempos protegeu a costa dos mouros. Uma cidade com o lema de muy nobre e leal. Um lema que nos fez lembrar a cidade de Évora. Para chegar a Tânger, com tanto material médico e escolar tivemos que dar muita conversa ao Rachid, o guarda alfandegário. Depois de entregarmos as credenciais da Mauritânia a garantir que a ajuda segue para o deserto, entrámos na cidade onde vamos passar a noite.


Parados em Tânger

Parados em Tânger

Afinal os medicamentos que levamos precisam de mais autorizaçõespara circular no país. Para isso vamos ter que esperar por um fax que vem direitinho de Nouakchott para Rabat até à alfândega. Para matar o tempo fomos ao Kasbah.


No Kashba

No Kashba

A medina da cidade mistura-se com o kashba antigo, um antigo forte português onde é possível contemplar o mar.


No Foto

No Foto

Em pleno centro, no mercado da medina, temos dificuldade em tirar fotografias às mulheres muçulmanas. Já os encantadores de serpentes perseguem-nos.


Inventário

Inventário

Continuamos com o material médico retido na alfândega. Vamos ter que fazer o inventário de tudo o que està no camião. Quem não é preciso só empata. Por isso alguns de nós voltámos para o centro com a ideia de tirar a dita foto. Para já só consegui esta que está meio de perfil.


De volta à estrada

De volta à estrada

Com a lista feita e uma choruda caução livrámo-nos da alfândega. Com este imprevisto somos forçados a mudar de rota. Seguimos para Marraquexe. Amanhã a partida será cedo para chegarmos a Layoune.


Em Marrakech

Em Marrakech

Entrámos na cidade jà era noite o que nos livrou do transito caótico. Para tràs fica a pergunta do dono do restaurante que nos serviu o almoço: Português? De Lisboa ou Porto? Figo ou Rui Costa? num tom de voz de quem conhece bem os portugueses e as suas manias. Agora a conversa é outra. Não fazemos perguntas, nem pedimos grandes descontos, queremos é descansar.


O dia mais longo

O dia mais longo

A cidade acorda devagar. Motas, bicicletas, carros e carripanas circulam pelas ruas onde os edíficios rosa transpiram harmonia. Seguimos no sentido de Agadir naquele que é o dia mais longo da nossa expedição. Temos que recuperar as 6 horas que perdemos ontem.


Parte depressa

Parte depressa

Seguimos o conselho dos antigos e saímos com o máximo de rapidez de Marrakech. Uma cidade intocàvel, nunca tomada por invasores e que a cada batalha deixava os vencidos com vontade de partir depressa. Estamos em Chichaoua a abastecer e seguimos estrada fora.


O Atlas

O Atlas

Atravessamos neste momento o Atlas que para os marroquinos é a mãe de todas as montanhas.


A reboque do satélite

Até agora, todos os textos e fotos foram enviados por telemóvel.

Antes de entrarmos em terrenos sem rede GPS ou GPRS, decidimos testar o envio de texto por satélite.


Jà sobram peças

Jà sobram peças

Afinal o veículo estava com um problema no turbo. Tudo por causa de uma peça deslocada. Mais 30 minutos e zarpamos daqui o que significa que mantemos o mesmo percurso, avançamos rumo a Layoune.


Há sempre alguém que nos diz tem cuidado

Há sempre alguém que nos diz tem cuidado

Quem está habituado a viajar sabe que até nos sítios mais improváveis há portugueses a trabalhar. E para não fugir à regra hoje conhecemos o Leonel e o Mário que ganham a vida a transportar peixe da Mauritânia para Portugal. Quando nos viram aproveitaram logo para nos alertar sobre os cuidados a ter por estas bandas.


Um vento chamado Chergui

Um vento chamado Chergui

Continuamos na estrada a tentar recuperar tempo. Agora estamos a caminho de Tiznit. A paisagem é sempre igual: plana e plena de poeiras. O vento Chergui veio para ficar e não nos deixa ver longe no caminho.


Tiznit

Tiznit

Cá estamos em Tiznit uma cidade muralhada. Vimos a fachada do hotel onde deviamos ter dormido ontem e seguimos viagem.


Nos arredores de Bouizakarn

Nos arredores de Bouizakarn

A passagem por Bouizakarn foi mais veloz que o diabo a esfregar um olho.


Acordar em Layoune

A rede para comunicar está cada vez mais fraca. Vejo agora o desfecho do dia de ontem sobre as portas do deserto, onde se chega a vender 800 camelos e a indecisão no restaurante Sidi Ifmi não seguiu. Restam as palavras para transmitir o que estou a ver e ouvir.


Tapete de fosfato

Tapete de fosfato

100 km de estrutura metálica garantem o transporte do fosfato desde a mina até ao porto, uma logistica altamente vigiada, conhecida por tapete de fosfato.


No Boujdour

No Boujdour

Passámos pelo posto de controlo e o guarda sorri quando vê que somos portugueses. Entramos no Bojador à procura de pistas que nos ligam a esta terra. No centro da vila encontramos a Praça de Portugal que está a ser arranjada. Um farol alto domina o espaço. Descemos até à praia e vemos as ruínas de um posto de vigia construído por portugueses. Com um mar chão aparentemente não há razoes para temer este cabo. O problema é quando o medo do mar é muito e os mareantes se chegam demasiado à costa, encalhando os barcos num banco de areia difícil de contornar.


Onde Magalhães descansou

Passamos agora uma praia com uma enseada protegida dos maus ventos e marés indomàveis onde se diz que Fernão de Magalhães descansou.


Dromedários

Dromedários

A estrada é plana, quase sem curvas, quase isenta de perigos. O maior perigo são mesmo os dromedários. Sinais de perigo com a silhueta do bicho pontuam o caminho.


Baía de Dahkla

Baía de Dahkla

Depois de algum tempo a conduzir por terra inóspita entramos na baía de Dahkla, um conjunto de falésias, debruçadas num mar azul anis. O recorte das dunas é tão perfeito que julgamos estar na presença de uma praia sem pegadas humanas.


Homens sós

Homens sós

No meio do nada andam homens sozinhos. Uns a pé, outros de bicicleta. Na estrada não sabemos de onde vêm nem para onde vão.


Agora sim seguem fotos

Agora sim seguem fotos

Amanhecer em Layoune


Mais do mesmo

Mais do mesmo

Depois da avaria no carro do Francisco chegou a vez do carro do Dr Gaspar. Na primeira paragem mudámos a correia de transmissão. Na segunda adicionámos água. Na terceira ainda foi preciso mais água. Na quarta decidimos rebocar a viatura.


Barbas

Barbas

Já no albergue, enquanto preparam o jantar, discutimos alternativas para arranjar o carro. Amanhã finalmente entramos na Mauritânia.


Sair de Barbas

Sair de Barbas

O dia nasce em Barbas. Pássaros cantam numa grande animação. Dois mauritanos sem bateria no no carro são ajudados pelo Miguel e pelo Vitor. No 1 andar do albergue as obras continuam a bom ritmo. Esta é uma zona onde há sempre falta de quartos. Seguimos para a fronteira. No outro lado jà só funciona o telefone satélite.


Na fronteira

A fronteira abre às 9h. Não fomos os primeiros. Esperamos hora e mia e começámos a ser revistados. Passa um carro. Entregámos 10 tshirts.


Ainda na fronteira

Táxis à saída da portagem transportam pessoas que chegam à fronteira a pé.


Na fronteira da Mauritânia

6 horas depois saímos de Marrocos. Atravessámos terra de ninguém e voltámos a parar. Desta vez no posto de controlo da Mauritânia.


O carro do Dr Gaspar

Depois de muita conversa deixámos o carro do Dr. Gaspar com os militares mauritanos. Na volta levamos o veículo para Portugal.


À espera

Passaram mais 3 horas, Continuamos à espera. Vamos almoçar.


Nouakchott

Os medicamentos não passam. Temos de ir a Nouakchott. Dormimos por lá.


Até deita fumo

Passa junto à alfandega e tem cerca de 204 carruagens. Acabámos de ver o comboio mais longo do Mundo. O telefone por satélite não permite envio de fotos. Prometo mostrar mais tarde.


Na capital

Entrámos em Nouakchott, capital da Mauritânia.

Pelo caminho avistámos vários postos de venda de leita de dromedário.

De manhã seguimos para Gleitat.


Em "stand by"

Enquanto o Lemine trata das últimas autorizações para podermos continuar a nosa expedição, fomos dar uma volta pela cidade.


Parados

Continuamos parados em Nouakchott. Continuam os esforços para obter autorização de importação dos medicamentos. Já temos a carta do ministério da Saúde mas, ainda é preciso mais burocracia.


Parados II

Para se obter a autorização para a passagem dos medicamentos na alfândega só falta a autorização do ministério das Finanças.

O único problema é que são 15.45h e a Administração Pública fecha às 16h.


Gri gri

Em cada carro mauritano, em cada bolso, há gri gri. Um saquinho de açúcar que dá sorte.

Temos de arranjar um que nos faça voltar à estrada.


PK28

Montámos um acampamento 28 km a sul de Nouakchott.

Esperamos conseguir esta manhã a carta do ministro das Finanças, desbloquear o camião com os medicamentos e seguir caminho.


Dunas

Todos os anos, de Junho a Agosto, acontece o Ghetna. Todos os diasos homens saiem da capital para dormir nas dunas que ficam nos arredores da cidade.


Para Leste

Dizem que o telefona satélite nunca falha se estiver voltado para Leste.

Pois, ontem não funcionou.

O deserto impõe-se.


Entrada na cidade

O trânsito é caótico. Vendedores de água circulam em carroças puxadas por burros.
Numa rotunda vemos uma escultura que é uma pilha de livros.


Boubou

Tudo circula a bom ritmo na cidade. Homens vestidos de boubou ( trajes tradicionais) tentam saber as últimas medidas da Junta lendo os jornais do dia que estão estendidos no passeio. 

Saímos do hotel em direcção ao Posto dos Correios, um dos edíficios mais antigos de Nouakchott. Passamos no mercado para ver os tecidos e quando regressamos ao ponto de partida quase tropeçamos em dois velhos que sentados na rua conversam animadamente.


Ainda em espera

Os serviços administrativos abriram agora mesmo. Precisamos da carta e do camião.

Respondem com um ditado árabe: a pressa mata.


Temos camião

Finalmente desbloquearam o camião. Partimos para Gleitat com paragem em Askjoult para distribuir medicamentos.

O deserto profundo espera-nos.


A primeira entrega

Apesar de ser de noite, o director do hospital estava à nossa espera.

Recebeu-nos com um largo sorriso. Entregámos os medicamentos e bebemos chá.


Medicamentos estrangeiros

No hospital tinham recebido medicamentos com indicações em inglês que não entendiam.

Para resolver o caso, o Dr. Gaspar deu explicações.


Portugueses

O presidente da câmara também esteve presente. Agradeceu a ajuda e disse que a Mauritânia é um país de paz e que acolhe portugueses desde as descobertas.


Algures no deserto

Deixámos Askjoult.

Montámos acampamento algures no deserto. O cozinheiro anda atarefado a prepara o jantar. Amanhã seguimos para Ouadane.


Mais um dia

O dia nasce após uma noite ventosa e com chuva. Uma fila de dromédários movimenta-se ao longe. Apesar da distância, o pastor vem falar-nos.


Atascados no Amatlich

Entrámos pelos caminhos e atalhos indicados pelo nosso cozinheiro Mohmad.

No Amatlich há areia amolecida pela chuva e faz o camião atascar.


De volta às dunas

Com umas placas a apoiar as rodas conseguimos libertar o camião.

Regressámos ao caminho.

Avançámos lentamente pelas dunas.


Os safara

A aldeia de Gleitat parou para nos receber.

O chefe Heibasafar é um homem sábio. Ficou surpreendido quando conheceu o Miguel que tem o mesmo apelido.


Óculos

Entregámos em Gleitat medicamentos, material escolar e óculos escuros.

As crianças ficaram radiantes.


No desfiladeiro

O desfiladeiro de Tifoujar tem um maciço imponente.Descemos pelo caminho de dunas que permite sair do precipício.


Antes do alcatrão

No vale da cordilheira, antes de entrarmos no alcatrão, parámos para encher os pneus.


Tjinn

Avançámos para Azougui.

Para trás ficou Tjinn, a montanha dos espíritos onde os locais se recusam a acampar.


Azougui

Na escola em Azougui a entrega de papéis, pastas, escovas de dentes e medicamentos coincide com a chamada para a oração. Chegámos ao por do sol.


Ainda na escola

Com a energia do nosso gerador iluminámos a sala do director. Aí vemos fotos de uma geminação com uma escola francesa e recebemos mais sorrisos.


Atar

Perto do jantar enchemos a entrada do hospital de Atar com caixotes.

Seringas paracetamol e aspirinas são deixadas ao médico que está visivelmente cansado.


A noite cai

Amanhã seguimos para Ouadane, uma localidade muito especial para os portugueses.

Esta noite acampamos em Amoejiar.


Ouadane

Em 1487 Portugal estabeleceu um posto comercial em Ouadane. O património edificado na época é hoje património mundial. Mais um pouco avistamos o torreão.


Um furo?

Antes de subirmos para Ouadane suspeitamos ter um furo no carro do Francisco Alves. Depois de analisado, afinal, era falta de ar.


Entrega no posto

Ouadane recebeu-nos com uma comitiva de 8 pessoas. Não escapámos a tomar um chá com o presidente da câmara que ofereceu o mapa da cidade.


Ruínas de Ouadane

À saída vimos a cidade antiga toda feita em pedra.

Olhando as ruínas, pela sua dimensão, percebemos o esplendor da cidade dos 40 sábios.


Chinguetti

A capital culturas da Mauritânia tem um hospital da Fundação Chinguetti. É gerido pela cooperação espanhola. Ali deixámos medicamentos.


A escola

À entrada dois olhos desenhados revelam que foi feito um rastreio às crianças.

O director recebeu o material e convidou-nos a assistira a uma aula.


As bibliotecas

Ao entregarmos o material na escola somos convidados a ver a biblioteca.

Em Chinguetti existem cerca de 12 e guardam manuscritos desde o Sec. XI.


Mudança de rota

Afinal o enfermeiro de Choum que devia receber os medicamentosestá em Nouakchott e só volta dentreo de 2 dias. Logo, vamos mudar de rota.


Yagreft

Seguimos para Yagreft onde tinha sido identificado um dispensário com carências.

Localizámos a enfermeira e o professor da escola.


Acampar

Mohamed vai à frente para indicar o caminho. No local do acampamento fica a ouvir o vento. Depois escolhe o local ideal para montar as tendas.


A luz

Mais uma vez chegamos no escuro da noite. Na entrega dos medicamento, para o Dr. Gaspar dar as suas explicações, ligamos os faróis do camião. As crianças vêm todas cheias de curiosidade.


Amortecedor

Na estrada tractores limpam a areia do deserto. Pedras assinalam o percurso. As lombas estragam tudo. Esta manhã mudámos um amortecedor do camião.


O correr dos dias

Os recursos são escassos. Vivemos como nómadas. Perdemos 2 dias e não podemos parar. Por pistas de areia fazemos 500 km por dia.


Benichab

O posto de saúde recebeu hoje, pela primeira vez, apoio de privados. À porta, alunos refugiam-se nas sombras para nos ver descarregar. Estão 40 graus.


O infinito

Atravessámos o infinito, uma areia de deserto inóspita. Não tem elevações ou vegetção. Tudo é plano e branco. O céu confunde-se com a terra.


Tiwilit

As dunas chegam ao mar em Tiwilit, uma aldeia de pescadores.

O velho da aldeia, vestido com uma gabardine, assina os papéis de recepção do material.


Nouamghar

Para chegar a Nouamghar andámos 80 km pela praia. Esta é uma aldeia isolada.

Enquanto fazemos a entrega de medicamentos, crianças lavam a cara na torneira do camião.


Ten Alloul

Chegámos 40 minutos depois do previsto. Andámos a divagar por atalhos. A aldeia não tem luz. Uma pequena pilha indica que a mercearia está aberta.


Ainda em Ten Alloul

Sentados em roda, no pátio das casas, as família estão reunidas. Felizmente não está tudo a dormir. Podemos fazer a entrega.


Lua cheia

A lua ilumina o caminho até à casa do chefe da aldeia.

Os líderes servem um chá e mostram as suas mazelas ao Dr. Gaspar.


Mulheres

Alcançámos Kap Tafarit. No local combinado, três homens estão à nossa espera. Pela primeira vez sou cumprimentada. Nos outros sitios fugiam com a mão.


Os chefes

Descontraídos e organizados, os chefes muçulmanos recebem canetas, sapatos e remédios.

No fim, fumam cigarros e indicam qual o melhor sitio para acampar.


Na praia

O sol nasce na praia de areia branca e nós acordamos com ele.

Estamos entre dois cabos: Kap Tafarit e Kap Tagarit.

Partimos agora para fazer a última entrega-


Deserto branco

Dois todo o terreno e um camião deslizam pela areia. O rumo está traçado. O ponto de chegada é Inal.

De repente o vazio surge no asfalto.


Gasóleo

Para recuperar quilómetros, aproveitámos o gasóleo disponível numa aldeia junto à estrada. Todo o combustível é aproveitado. Se a carro engasga, mudamos o filtro.


Ainda há pastores

Areias, pedras, arbustros e um pastor. Chama-se Seharton.

Segue no sentido oposto e precisa de água. Enchemos o cantil e seguimos.


Curiosidades

No deserto há mil pedaços de xisto, esqueletos de dromedário, acácias espinhosas e sacos de água que substituem os poços de apoio aos nómadas.


A aldeia do comboio

Inal tem um enfermeiro exemplar que explicou ao Dr.Gaspar para que servem os medicamentos.

O comboio da aldeia corta o isolamento.


Missão cumprida

Os objectivos estão cumpridos. Apoiámos 13 localidades mauritanas. Agora vamos tratar do carro do Dr. Gaspar.


SOLIDARIEDADE NO DESERTO

A CAMINHO DA FRONTEIRA UM CARRO PARADO PEDE AJUDA.APROXIMAM-SE COM UMA GARRAFA.PRECISAMDE GASOLEO. POR SORTE TEMOS UM RESTO.


GPS

DEPOIS DE VOLTAS E REVIRAVOLTAS ATRAS DO TRILHO MARCADO NO GPS CHEGAMOS A FRONTEIRA.VAMOS DORMIR AQUI. AMANHA VEMOS SE O CARRO DO DR GASPAR ESTA INTEIRO


Mauritânia

Mauritânia

Este é o país dos brancos de África, designação dada pelos franceses ao povo deste país por serem mais claros que os restantes africanos. O nome surge porque Mauri quer dizer branco. Aqui fomos acolhidos com grande gentileza. Na despedida olham-nos com a esperança de quem acredita que um dia vamos voltar.


Na fronteira

Na fronteira

30 km depois avistamos a fronteira. Perto do Posto de Controlo estão vàrios carros estacionados. Como estarà o carro do Dr Gaspar? No meio da confusão vemos o todo terreno. Com um andar apressado e chave na mão o Dr Gaspar dirige-se para o carro e começa a inspecção. Passados alguns segundos ri aliviado. Afinal està tudo bem. O carro e o dono seguem agora de avião para Lisboa.


Sair do deserto

Sair do deserto

Depois de uma noite tranquila à porta da fronteira preparamos a despedida. Com as tendas desmontadas e a carga arrumada na carrinha damos um último abraço ao ao Cherna e ao Mohamed que esconde a emoção usando óculos escuros. Com toda a situação até me esqueci de tirar uma fotografia dos dois. Segue depois na galeria de fotos.


Equipa da Expedicão

Equipa da Expedicão#1

Francisco Alves-Coordenador


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#2

António Gaspar-Médico


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#4

Màrio Gouveia-Fotógrafo


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#3

Vitor Bonifàcio- Mecânico


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#5

Francisco Soares-Colaborador


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#6

Miguel Safara- Electricidade


Equipa da Expedição

Equipa da Expedição#7

José Eduardo-GPS


Shukran

Shukran

No final desta expedição resta agradecer à equipa que me acompanhou nesta jornada. O Francisco Alves que me ensinou o que é o Ghetna, o boubou e o gri-gri. O Dr Gaspar que com o seu bom humor nos fazia rir e que nunca se cansava de tratar e acarinhar os mauritanios. O Vitor, sem ele tinhamos terminado a expedição logo na primeira avaria. O Màrio sempre disponível para partilhar as suas fotografias.


Shukran II

Shukran II

Agradeço também ao Francisco Soares que com enorme amizade pelo povo mauritano entregava sempre o material limpo e organizado. Ao Miguel que pelo ràdio ia animando a equipa e last but not the least ao Zé Eduardo, o homem das rotas e dos caminhos que também jà tem uma costela mauritana.


Sidi Ifmi

Sidi Ifmi

Em Akfanir paràmos para jantar. Ainda nos faltam 200 km. Temos que recarregar baterias. No restaurante Sidi Ifmi hesitamos entre uma tagine de borrego ou de peixe.


Extras

Extras

As mensagens que se seguem são do dia 9 de Outubro. Por falta de rede só consegui enviar agora. Valem pelas imagens que ilustram o quotidiano de Marrocos.


Tagine de peixe

Tagine de peixe

Como estamos perto do Atlântico escolhemos a de peixe.


Mais do mesmo I

Mais do mesmo I

Avarias


Em Portugal

Em Portugal

8

Km depois chegamos às portas de Lisboa. Esta expedição terminou mas a organização está jà a preparar novas iniciativas. Para mais informações, contribuições ou sugestões envie um email para apoiarmauritania@sapo.pt.


Entrevista à organização


Galeria de Fotos